A ESCOLA QUE ABRE A BÍBLIA E FECHA A ÁFRICA
A ESCOLA QUE ABRE A BÍBLIA E FECHA A ÁFRICA Existe uma pergunta que desmascara boa parte da hipocrisia religiosa e educacional brasileira: Se uma escola pode estudar histórias bíblicas, promover apresentações cristãs, organizar orações e, em certos casos, até realizar cultos evangélicos, por que conhecer a história da África, dos quilombos, dos terreiros, da umbanda e do candomblé ainda provoca escândalo? A resposta é desconfortável: porque, no Brasil, determinadas manifestações religiosas foram naturalizadas como se fossem universais, civilizadas e moralmente superiores, enquanto as tradições de matriz africana foram racializadas, demonizadas e tratadas como sinais de atraso, feitiçaria ou desordem. Não estamos diante de uma simples disputa entre religiões. Estamos diante de uma disputa pelo direito de definir quem representa o bem, quem representa o mal e quem merece aparecer na história nacional. A PRIMEIRA DISTINÇÃO: ENSINAR RELIGIÃO NÃO É REALIZAR CULTO É perfeitamente possível e...